Edição limitada

Nossa geração é edição limitada
É do tempo que não mais volta
Tempos dourados e apaixonados
Educação e responsabilidades
Foram é são nossas marcas!
Somos figurinhas carimbadas
Pelo sucesso e pela cidadania
Lutamos e enfrentamos porfias
A cada dia matamos um leão!
Ouvíamos de nossos pais um sermão!
“Sim senhor, não senhor”...
“Benção pai, bênção mãe”...
“Com licença”... “Por favor”...
“Muito obrigado”... Eram nossas regras!
Do bem viver, com respeito, e,
Dedicação em tudo o que tínhamos
Que fazer! Sempre prontos nos
Deveres e obrigações sem restrições!
Geração limitada e contida pelas
Boas maneiras, educação, honra, e,
Sobretudo geração de ética e
Equilibrada nas suas ações!
Nossa geração saiu da linha de montagem...
Não se fazem mais jovens da nossa estirpe!

Nas referências dos anos, 45,46,47,48,49 e 50...
No quinquênio de ouro aguentava tranco,
E, pegava no trampo com chuva ou com sol!
Passava frio e fome, comíamos qualquer coisa
O banho era frio... Andávamos sempre a pé...
Íamos ao matiné se os pais dessem dim-dim!
A primeira cervejinha só depois dos dezoito!
Cigarro nem pensar, a vara de marmelo comia
No lombo de quem abusasse!
Da escola pra casa. Trabalhos de casa antes
Dos folguedos na rua... Se nos metêssemos
Em confusão, apanhávamos em casa...

Somos de uma geração limitada de vida regrada...
Não éramos viciados em celulares, maconha,
Malandragens de rua, mal educação com os
Mais velhos, não a vida noturna e madrugadas,
Dormíamos o suficiente e tínhamos saúde...
Comíamos com nossos pais... Sanduiches não
Faziam parte do nosso cardápio... Nossos pratos
Eram do feijão com o arroz, carnes, saladas, macarrão,
Ovos, leite, pão, e, muita fruta! Cêdo pra cama,
Cêdo pra começar o dia... Rotina de porfias!

Nossas bebidas eram tubaína, crushe, guaraná,
Soda limonada e leite. Subíamos em árvores,
Nadávamos nos riachos, jogávamos peladas descalços,]
Corríamos muito nos pega-pegas... E éramos
Enturmados com os amigos do quarteirão, com todos
Indo nas casa de todos, e, acolhido pelos pais de todos!

No meu caso, logo com pouca idade, comecei e trabalhar
De mascate com meu tio que tinha loja de armarinhos...
Depois aos domingos ajudava das 04h da matina até as
14h na feira livre em Sorocaba, e, ganhava uns trocos
Para o matiné ou o jogo do São Bento no Paulista.
Quando atingi quinze anos fui trabalhar com meu
Primo na sua loja de roupas, no centro da cidade...
Com meus dezoito anos me alistei, e fui para o serviço
Militar em Itu, donde não saí mais, e fiz carreira militar!
Hoje percebo o quão notável foi a minha geração
Pautada pela disciplina, responsabilidade, trabalho,
Escola, família, amigos e religião. E, percebo, que,
Ela realmente é uma geração limitada!
Quem a viveu sabe do que estou falando!

Jose Alfredo Evangelista – Classe de 1946

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