Guardo na boca silenciada,
Este encanto serviçal,
- e meigo,
De aprofundar em minh’alma,
A profundidade dos mistérios inimagináveis,
- que migram soltos por aí.

Rendo-me na perspectiva de alcançar os céus,
Embriagando-me em enigmático regozijo,
De viver entrelaçada entre tantas memórias.

É quase uma prece.

Uma prece que borbulha fervorosamente pelos meus dedos,
- atrelados ao terço já corroído pelo tempo,
- presente da minha vozinha, que já partiu....

- É um apelo
- mais que um lamento,
- para que os dias tornem-se curtos,

- Um fervor (inconsequente, talvez),
- pela espera de uma próxima VI(n)DA...

Dum livro sagrado qualquer,
Folheio páginas não convincentes,
- que fazem, apenas, seu papel redentor.
E assim deve ser.

Murmuro tantas verdades inúteis,
Que nada acaba me fazendo tanta falta assim.

E no doce afã, que de silêncios se faz,
Enquanto timidamente amanhece,
Belo e Suave é saber,
- e perceber,
Que toda prece,

- Não carece de pressa....

Angela Lazzari

(Aos quatorze dias do mês de Novembro de 2019 - às 4:45 da manhã).

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Comentário de Valéria em 28 abril 2020 às 2:47
Linda prece!
Comentário de maria jose zanini tauil em 26 abril 2020 às 17:00

Lindo! Parece ter sido escrito para os dias atuais.

Comentário de Luiz Mário da Costa em 15 novembro 2019 às 19:30
Me emocionei logo com os acordes do violino, e na medida que dublando o poema, senti meu olhos aguçarem-se.

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