É tempo de coletivos, ou não?

Há muito que se fala em qualquer universo empresarial sobre a força de equipes. Fatias importantes dos orçamentos de RH são investidas para trabalhar estes conceitos e fortalecer equipes como times que caminham na mesma direção. Não é à toa. No mundo corporativo, onde o primeiro vetor é o lucro, percebeu-se que sem trabalho em equipe é quase impossível a realização do crescimento, quer seja em projetos, vendas, ou qualquer missão a que se propõe a empresa ou instituição.
Durante minha longa experiência profissional tenho me perguntado por que é tão difícil realizar na prática o que é sabido no conceito.
Nossa civilização, ao longo destas décadas, parece ter se descontruído como comunidade. Voltou-se tanto ao individualismo pregado pela competitividade e pelo tal “sucesso”, que parece um contrassenso falar em trabalho de equipe quando temos impregnado em nosso DNA a crença do individualismo.
Fora do universo empresarial emerge agora o que chamamos de “coletivos”. Parece ser tempo destes. São, entretanto, diversas bolhas, ao meu olhar de cidadã. São tribos chamadas muitas vezes de minorias. Juntas, se assim fossem, com certeza seriam maioria. Maioria para que? Para mudar o paradigma do individualismo e partirmos para o compartilhamento e a inversão dos padrões. Vide aí o modelo de candidatura coletiva (legislativo).
Em tempos de acirramento de posições político-partidários, estou aprendendo muito, confesso. Como ainda nos apequenamos diante das grandes discussões necessárias. Como ficamos ainda no raso, ao invés de aprendermos o que realmente é um “ato político” e o quanto devemos ser responsáveis como agentes.
Como reflexão trago hoje, um tema árido, eu sei. Foge um tanto do maravilhamento de um texto puramente poético. Todavia, floresce a necessidade do coletivo, especialmente no meu peito. Estamos nós em plena quarentena, hoje vivemos num mundo em que temos medo de gente. Ou seja, quanto menos estivermos juntos, melhor. Qualquer coisa para dar um nó no cérebro, cabe nesta figura.
Mas, como diz um amigo... Caminhemos!
Sem deixar de refletir e evoluir!

By Maria Luiza Kuhn
28/08/2020

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Realmente um nó... Precisar de afastamento para sobreviver e do coletivo para o mesmo fim...
Excelente proposta de reflexão !

Bjsss Wau

Penso que esta situação está a nos levar realmente para esta reflexão. Beijinhos.

De todos ensaios seu que li, esse tocou mais meu coracao; não por ser uma reflexão, e sim uma realidade.

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