COLUNA DA MARIA LUIZA DA SÉRIE POETAS – ELIZA LUCINDA

Ela entrou na minha vida em forma de “Um bonde chamado seu beijo”. Eu estava a me permitir o amor outra vez e recebo este poema. Nossa o que é isso, pensei eu?
Era a poesia de Elisa Lucinda em forma de mimo.
A capixaba Elisa Lucinda nasceu em 2 de fevereiro de 1958. Poeta, jornalista, professora, atriz e cantora, Elisa Lucinda é uma multi-artista reconhecida pelo seu ativismo em relação a questões sobre gênero e raça.
Confesso que entrei em estado de paixão pelos seus poemas nesta época. Fortes, intensos, diretos. Outra forma de poetar.
Fundou a Casa Poema, no Rio de Janeiro. Conheci a Casa há cerca de uns 10 anos atrás, onde eram então oferecidos saraus, encontros com escritores, oficinas e cursos de poesia falada. Deixei lá um exemplar do meu Lilás.(meu primeiro livro publicado)
Ela conta com vários livros publicados, fez novela e teatro.
Sua obra de maior sucesso nos palcos é a comédia poética Parem de falar mal da rotina.
Assisti esta peça no teatro São Pedro de Porto Alegre. O teatro da capital gaúcha é maravilhoso. A apresentação de Elisa Lucinda foi uma das coisas mais queridas que vi na época.
Poesia e alegria. Arte e leveza.
Hoje eu e a sua poesia estamos um tanto afastadas. São fases.
Minha homenagem à capixaba que mexeu comigo com uma poesia que me diz muito....
Degustem
Da chegada do amor
Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice
Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.
Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.
Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.
......................................................
(só um trecho da poesia)

By MLK 14/02/2020

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Outro dia li sua coluna sobre a Adélia Prado; a qual me influencie, quando a li pela primeira vez. Acho que não salvei meu comentário por isso deixo esse registro aqui.

Quanto a coluna de hoje; vos direi, vivendo e aprendendo, amei esse ensaio, saber sobre Eliza Lucinda.

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