Vozes

Não sei o quanto há de real
em minhas veleidades.
As vezes me soam
tão indubitáveis.
Inúmeras vezes tento sufocá-las,
finjo-me surda aos seus apelos gritantes,
quando seus gritos partem-se
em estilhaços dentro de mim, como cristal.
Ouço reverente
as vozes de minha alma,
porque me são dolorosas
em seus desejos inerentes.
Minha alma sente
o quanto lhe é imprescindível
a solidão, o recolhimento
mesmo quando penso não ser possível.
Solidão, recolhimento -
sem as limitações incoerentes
impostas pelo mundo -
para penetrar todo um universo,
para colhêr a última gota
de prazer, de êxtase,
mas também para sorver
até a última gotícula de dor, de sangue
desse mesmo universo.
Porque dentro é edificante e destrutivo,
é simples e complexo,
é tristeza e alegria,
é dor infinita mas também
é prazer imensurável!
E se por vezes incontáveis
as sombras da noite tudo escurecem
outras tantas vezes, um raio de lua
por mais fugídio que brilhe
ilumina onde outrora se enchia de sombras.
E se na melancolia do entardecer,
sinto que morrem as esperanças com o poente,
outras vezes fulguram novas promessas de vida
com o sol de uma nova manhã.

Ana Pires Brandau
20.06.2018 Berlim-Alemanha

Exibições: 24

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Comentário de Ana Pires Brandau em 22 junho 2018 às 20:48

Obrigada, Angela! Beijinho.

Comentário de Angela Regina Lazzari em 21 junho 2018 às 14:02

Bela inspiração, Ana, e bem reflexivo! Beijos.

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