A seda em que me visto,
Outrora molhada e em desalinho pelo corpo,
Transformo-a no mais belo vestido bordado.

Sorrisos ainda que remendados,
Guardo-os dentro de uma esperança,
Quando finda o dia,
E o sol já não mais me responde com palavras.

Escondo-me em farta alegria,
Que não consegues enxergar ao longo dos instantes,
E meus braços nus de encantamento,
Falseiam cores espelhadas, em farta e completa alegoria.

Um sentimento pronto a ser despido,
Descortinável,
Cai em lágrimas por dentro do íntimo.
Não pelos retalhos de tecidos que cingem a alma,
Mas pelas linhas frágeis que costuram a minha pele.

E o dia se faz inverno.
O inverno parte em fatias o frio que me consola.

E me deixo pronta.

Intacta.

Para que a tua ausência não seja mais uma ferida,
Mais uma incerteza,
Que insiste em tornar a distância,
Na cor favorita e perfeita do meu batom.

Angela Lazzari

(Aos vinte e um dias do mês de Maio de 2018).

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