.
“Nas tantas idas e vinda da vida...e na vinda de dias após dias...encontrei-me com cada lembrança feliz e o caminho tornou-se amplamente iluminado...as flores brilhavam...o sol dourava...as nuvens bailavam de mansinho...os pássaros flanavam...o mar estava translúcido...cristalino...e apenas uma ou outra onda rebelde teimava em superar a plana plenitude das águas invejosamente azuis como o céu...Ah! Como eu quisera ter um espelho assim tão imenso e tão intenso como o mar...mas, aí, somente sendo o céu...e então pensei e porque não... se nesse momento eu tenho o céu dentro de minha retina...embalando-me a alma...e foi quando elas começaram a desfilar alvissareiras frente a mim....minhas lembranças...desde criança...e retroagi tanto que me vi semente....com um coração a palpitar de maneira perfeita...sincronizada com a paisagem do mundo até as dimensões do etéreo...e me vi crescendo...de mãos dadas com meus pais...e então a roda se ampliou com minha irmã...e os tios...os primos...os amiguinhos da escola...os amigos, almas afins, de todos os cantos, com seus encantos...num encontro pra vida inteira...em cada recanto do meu eu...o primeiro namorado dos olhos verdes...e a tez dourada...os primeiros êxitos...as vitórias....o primeiro trabalho....o encontro encantado com o verdadeiro companheiro...o grande amor que atravessou o tempo...o moço bonito do meu coração...que chegou...cruzou a amplidão...voou ...veio...e, aí,...se foi antes de mim...e com certeza me espera por lá...pra onde eu também irei um dia... e, então, a primeira filha...o segundo filho...o cunhado irmão...os sobrinhos...tão filhos....e a mansuetude dos sonhos realizados em conjunto...vendo-os crescer e acrescer...até que a estrada se tornou uma reta...divertida...colorida...com a chegada de complementos e dos netos...que nem são meus...mas se fizeram assim, na mesma rota...quando, então, de forma mágica, retornei aos meus avós tão queridos, e pude estar nos dois polos...no de avó..e no de neta, ...e, assim, a estrada ora afunilada...demonstra que o apogeu se fez...num grande ramalhete das mais belas flores etéreas....aonde não cabem pesadelos...Sim, assim é o meu conto...que hoje conto...e que somente agora consegui titular...Ele chama-se "Vida"...essa luz que nada apaga... e que ao final desse caminho terreno... ilumina outros rumos tão sem fim...na força das lembranças boas...que são as grandes coordenadas a determinar nossos novos passos...para novas rotas...no espaço infinito..que fica...ali...um pouquinho mais além.”.Márcia Fernandes Vilarinho Lopes.

Exibições: 19

Comentar

Você precisa ser um membro de Casa da Poesia* para adicionar comentários!

Entrar em Casa da Poesia*

Editora Casa da Poesia

Chegou o Volume 8 da Antologia

 Volume 7 da Antologia!

                VOLUME 6 

    

PARCEIROS

Nas Redes Sociais

                          CLIQUE AQUI

Fotos

  • Adicionar fotos
  • Exibir todos

Acesso ao CHAT da Casa

              Clique Aqui!

Badge

Carregando...

© 2018   Criado por Casa da Poesia*.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

Offline

Vídeo ao vivo