Em tua intimidade,
Um pedaço do meu suicídio.

Se teima o tempo em me roer pelo medo,
Já não durmo tanto,
E atraso em covardia,
O sentimento que me vai pelo corpo.

Escorrego pelas ruas, ancorada nas paredes.
E o bocejo lento e cego, que sobremaneira nunca apreciei,
Segreda-me aos ouvidos, que tudo ainda tem um tom de diferente.

Por certo, não te encontro.

Leio um livro, sagradamente escrito,
Desfolho meu antigo alfarrábio,
Cuja tinta esmaece a cada abertura que me atrevo,
E avisto a linha curva do horizonte.

Teu legado uniu-me a ti em mistério.

E vendo a tua mudez, em mim,
Chamei-te apenas pelo eco do meu silêncio,
No caminho da minha perene redenção.

Arrastados, entramos em delírio.
Em absurdo devaneio.

E dentro da finitude da felicidade desejada,
Descobrimos, de olhos presos a nossa memória,
Que seríamos um, a provável entranha do outro,

Ainda tão renegada e esquecida.

Angela Lazzari

(Aos dois dias do mês de Fevereiro de 2019).

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