Sombra

Se eu quisesse, poderia conhecer
Diversos corpos quentes, que buscam um par de ouvidos
Mas nem que conhecesse todos
Nunca serei o bastante, nunca serei

Nunca farei parte dos demais
O meu lugar na terra foi roubado
Por um esboço do caos que deixei
Quando me instalei nas vidas de quem amei

A verdade é que meu tempo na terra não perdura
Tanto quanto minha teimosia
"Prerrogativa de uma mulher bela como tu és"
Se eu pudesse, agora lhe diria

Que a beleza é um véu que acoberta
A mais fria das flores ao anoitecer
Às vinte e duas horas de Oymyakon
Que cada dia tem menos vontade de viver

Viverei da covardia
De fechar as cortinas da vida
Mesmo o teatro estando vazio
Quem riu por último...
Riu, de riachos a corregos
Não desembarca o navio

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