Permita-me confessar,
Dessa imensa ternura que esvai dos teus olhos.
Dádiva Divina.

Permita-me entristecer-me,

Com esse meu rosto entorpecido,

Que para ti flui um sorriso largo,

Tornando o mundo menor do que os meus vagos anseios.

 

Permita-me silenciar a minha boca,

Nessa dor represada,

Que ainda que me sufoque,

E que me amordace,

Tais palavras são consumidas sem qualquer expressividade.

 

São letras tortas.

Meio mortas.

 

Permita-me te dizer,

Não sem um profundo esforço,

Dessas coisas que mereces ouvir,

Sem que haja qualquer tipo de verdade.

 

Sei  - e sabes da mesma forma, também,

Que tudo o que te direi,

Ao léu,

Morrerá como meu único segredo,

Aqui dentro da alma.

 

Em desalento,

Atiro frases soltas.

Arranco para ti versos fartos.

São todos dispersos.

Desconexos.

 

Não são frases faladas.

Tampouco são ditas.

São SENTIDAS.

E que aos poucos amadurecem.

 

E assim elas ficam,

Suspensas.

Entre uma breve confissão,

Um improvável perdão.

E o meu mais profundo Silêncio...

Angela Lazzari

(Aos vinte e oito dias do mês de Abril de 2019).

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