Sangra-me a solidão, em punhal atravessado na derme.

O tempo se esparrama volátil,
E o corpo, ardente e sedento,
Corre veloz, evocando memórias sentenciadas,
Quando a voz, em súplica, se cala.

O cinza das intempéries baila ao redor daquela primavera,
Desfolhada agora em Outono,
Afugentando o crepitar de uma alma alumiada pelo fogo,
Que, do solo sagrado, rasga a terra e prenuncia o ofuscar idílico.

Não há maldição que possa negar o resgate d’um sonho,
Sequer alterar o surgimento de um poema utópico.

Não há necessidade que eu me esconda do Amor.

Não há necessidade que eu pronuncie o Teu nome.

Na derradeira hora em que testemunhar a presença dos Céus,
Tua imagem perfeita há de ser o amparo de minhas mãos,
E toda sentença, dessa ilusão que por eras vivemos,
Mil vezes interrompida pela dor,
Transformar-se-á em apenas reflexos:

O meu,
E o Teu.

E o nosso silêncio,
Falará mais alto, diante de qualquer Despedida...

Angela Lazzari

(Aos dois dias do mês de Agosto de 2018).

Exibições: 13

Comentar

Você precisa ser um membro de Casa da Poesia* para adicionar comentários!

Entrar em Casa da Poesia*

Editora Casa da Poesia

 Chegou

o Volume 7 da Antologia!

                VOLUME 6 

    

PARCEIROS

Nas Redes Sociais

                          CLIQUE AQUI

Fotos

  • Adicionar fotos
  • Exibir todos

Aniversários

Acesso ao CHAT da Casa

              Clique Aqui!

Badge

Carregando...

© 2018   Criado por Casa da Poesia*.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

Offline

Vídeo ao vivo