quem sou eu?



Desde que nasci sou uma estatística,
ou uma pessoa registrada na identidade?
Ou ainda um robô orientado à vida
submisso às leis como botões de um
computador, que me dirige os destinos?
Minha foto deve ser estampada em documentos;
Sou número de contas, CPF, RG, TÍTULO DE ELEITOR;
Estou sempre contado como gado em curral;
Marcado e ferrado, e, sem moral...
Dão-me um nome, e, minhas impressões digitais
mais parecem condições prisionais!!

A liberdade se faz presente dentro do meu lar!
Fora dele sou vigiado, e controlado pelo Estado...
Sou contado, fichado, registrado, e listado...
Meus direitos, não os tenho direito!
Minha voz é sufocada, e não consigo gritar!
Seria tachado de louco pelo desvario
de leis, e, autoridades, que, me fazem calar...
Sou obrigado a viver como uma massa
de manobra de inocente útil;
De uma sociedade fútil;
de um Estado, que desgraça!

Sou um prisioneiro das minhas convicções.
Minhas opiniões estão descartadas,
como cartas embaralhadas,
numa mesa de cassino, onde
só jogam ladrões, e, incautos!
Meu país mergulha em lodaçais!
É, um antro de boçais...
E, onde estou eu, e, quem sou?
Um zero à esquerda ou à direita!
O espectro político me sujeita
a que escolha a direita!




Jose Alfredo

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