Quando tu vais,
Deliberadamente,
Apoderado do teu silêncio,
Meus olhos fingidos te acompanham.

Fecho-os num voo tumultuado,
Flagelo orações dentro do peito,
E tentando atingir o meu nirvana interior,
Invento sentir a tua mão adentrada à minha.
Doce mentira.

Meu perfume sórdido atrelado à tua pele,
Segue o teu vulto ao dobrar da esquina,
E como órfã de tua presença,
Vasculho os mistérios que causaste em meu interior.
Doce verdade.

Olhos ávidos de amantes,
Desejosos de palavras que se ausentam,
A paixão desmedida afaga meus sonhos esfomeados.

Confidencio em minha madrugada solitária,
O prazer, o sonho,
E o desatino que o corpo sente,
Quando teu desejo escoa por sobre mim.

E ainda que perdida,
Feito criança sem rumo,
Calo-me, resignadamente.

Pois de tudo o que me resta,
Quando tu vais,
E é hora de fechar o sonho,
Teu dorso suado,

Lava a saudade da minha alma...!!!

Angela Lazzari

(Aos dez dias do mês de Março de 2019).

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Comentário de Anderson Balderrama dos Reis em 16 abril 2019 às 21:08
Bela poesia, Angela.
Parabéns!

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