Pintam-se os dias,
Como as cascas duma maçã,
Espalhadas na nobre xícara de porcelana,
Por sobre a mesa, resguardada em tecido de linho.

Aroma desconhecido, desenhos pelo ar,
Imagens distorcidas, com a consciência a vagar.
Retém-se nas imagens ao fundo, segredos inocentes.
Lugar seguro, onde aportam os barcos.

Terra e mar reverenciam a lua,
Antes de o primeiro alvorecer.

Flor gestada dentro das palavras,
Abertas ao espírito vago,
Descrevem a brevidade temporal,
Crença sútil a sonhos propícios.

Ao mundo, o princípio do verbo,
Aos homens, a espera dos dias.

Reduzem-se a pó todas as letras rubras.
Na razão infértil, a cura dos desmazelos.
E a existência se alheia entre os passantes.

Na composição de porcelana,
Ao fundo, tocado pelo olhar
Avista-se a ilha.

Refúgio interno.
Parte do inverno.
Monólogo do inferno.

Na fímbria do coração,
O cais da saudade.

No silêncio,
O jeito errôneo de compor,
O que as mãos,
Pretendem alcançar.

Angela Lazzari

(Aos quatorze dias do mês de Outubro de 2018).

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