Sinto o vento,
Nas alamedas calcadas de silêncio...

Rompo a distância nas areias da praia,
Sendo o tempo o embalo suave que desalinha meus cabelos
Ondulados pelas águas, cristalinas e doces,
A crescerem ao léu e a se perderem no horizonte...

Por vezes, ser mar...
Neste embalo melancólico que sublinha a vastidão das horas.


Intermináveis são as curvaturas dos ombros.

De voz tímida,
A contar as esperas, nestes ínfimos momentos,
Traz-me, ora ou outra,
O mergulhar profundo das alegrias,
- Ainda que só me fales coisas mudas,
E incompreensíveis.

Por vezes, ser mar....

E neste olhar entristecido
Entre desencontros de linguagem,
Nada me foge.
Nada me escapa.

Basta-me agora,
Que estejas aqui.
- E que venhas nestes meus momentos tão iguais.

E assim, hei de dizer-te, nas brevidades serenas,
Pacíficas dos teus braços,
- E abraços,
Que cá por dentro,
És luz infinita,
Que enfeita os dias,
- E apaga dores.

Por vezes, ser mar...

E fico a apontar o leme,
Dentro do teu marulhar...

Angela Lazzari

(Aos três dias do mês de Setembro de 2019).

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