Não tentes retornar pela estrada em que te fostes.
Por lá,
Os gerânios secaram na paisagem desértica dos teus passos.
A terra se fez estéril.
O oásis de lágrimas fartas é (agora),
Pura miragem desta paragem.

Não invoques (jamais),
O assovio das aves migrantes.
Asas estão partidas,
Carcomidas pelo desespero da ausência do pouso.

Gélido e pálido é (decerto) o teu sorriso.
Expulso do paraíso,
Sem o sabor pecador da maçã entre os lábios.

Este lado (in) verso do meu olhar,
Decai mansamente,
Em memórias póstumas e mortas.
Como anjo condenado ao fogo.

Sem pena (de ti).

Sem comiseração( por nós).

Jaz despido e nu.

Soterrado dentro da alma.
Como a mais bela e derradeira oração.

Angela Lazzari

(Aos dez dias do mês de Maio de 2018).

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