Meus pedaços,
Aqueles que restam e que voam entre as minhas pupilas,
Marcam essa minha incerteza,
De saber se os pássaros regressarão,
Ou não.

Enquanto o tempo,
Dentro dessa incógnita,
Puder acordar, relembrando nomes e alguns rostos,
A visão apela por virar a página,
Ler outras composições.

Incansavelmente vivo dentro do poema,
Singro por lugares desconhecidos,
Rabiscando aqui e acolá palavras em preto, no branco.

No meu vocabulário vulgar e esdrúxulo,
Componho horizontes silenciosos,
Embrulho as ruínas em papel queimado,
E teço minhas ilusões pelo lado avesso do corpo.

O destino tem por dádiva,
Revoltar as marés,
Restaurar a rota dos navegantes,
E no porto,
Ancorar a existência,
Que se desnuda.

Tudo é esquecimento.
Tudo são faces contraditórias no espelho,
E tatuagens vermelhas,
Marcadas a sangue.

Dia sim, dia não,
Conjugar verbos tornou-se aleatório.
Plural ou singular,
Pretérito, presente, futuro,
São apenas formas inconsequentes de uma verve estagnada.

Se quiseres entender,
Erga teu olhar,
E decifra o que se revela,

Pelas entrelinhas...

Angela Lazzari

(Aos dezoito dias do mês de Agosto de 2019).

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