Quero rever em minha aurora

na rua esticada como ventre de cobra morta

a dobrar-se na última curva avistada

de um soslaio e arrebentar-se contra a serra além.

Recolher os rastos na areia

da derradeira infância.

Ver os melões de são caetano

arreganhados de cio e sol

feito a mais oferecida boca vermelha

insossa de beijos comprados.

 

Caminhar nos roçados, saltando tocos

e descansar nos aceiros, a espreitar a mudança

fatigada de cupins e formigas irritadas.

a boca adivinhando curaus e pamonhas.

 

Enrolar a meninice em sonhos

No bornal improvisado da lembrança

E trazer comigo. De minha Caixa de Pandora

derramá-la toda sobre o homem desruralizado à foça

que me habita. A mim e à cidade.

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