Quando passam pelas frestas dos dedos,
Todas as cores escarlates dum perdido sobrevivente,
O frio destemperado do coração,
Sobrevoa a razão incomensurável de todo poeta.

São figuras de pensamentos embriagados,
Procuradores da visão certeira, onde se rasga a chaga,
Exposta aos quatro ventos,
E diminuta em sua versão mais pura.

Não há caminhos que descrevam o avanço do tempo.

E dentre os olhares solitários,
De quem mente a si próprio,
E de quem fica escondido na própria relutância do ser,
Rompe-se o casulo da covardia.

Dentro do dia,
Sob a fragilidade da noite.

Não aprendi a relutar - ainda,
Contra o silêncio da saudade.

Mas abri a janela – do peito,
E encontrei o significado – irreal,
De todos os teus significados,

Registrados - em magnitude,
Numa carta queimada.

Um poema nasceu,
Apertando a alma.

E teimo em acordar, todos os dias,
Num choro alumiado e vagaroso.

Afoguei o desprezo,
Declinei o outro lado do crepúsculo,
E desprezei, tardiamente,
A mais insensata sanidade...

Angela Lazzari

(Aos 30 dias do mês de Outubro de 2018).

Exibições: 30

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