Do que verte por entre os meus dedos,
Tão inconsequentes,
E irreverentes,
Subtraio esta candura desenhada em tua face.
E em mim desabrocham palavras,
Sussurram alentos.

É tanta a tua suavidade, em palavras,
E sentimentos,
Que a alma palpita sublime,
Esmiuçando verbos e versos,
Sublimando este meu coração amarrado,
Que aos poucos se lança ao vento.

A flor marcada por espinhos,
Tatuada em mim pelos anos,
Amacia e adocica todas as primorosas pétalas,
Assim como o linho de minhas vestes.
E dele, transbordam aromas de alecrim,
Donde posso bordar a minha paz infinita.

Tenho constelações e estrelas brilhosas,
Que em júbilo reverenciam toda a enormidade,
Que do meu peito flui.

Uma assinatura em nobreza.
Uma fronte perfumada.
Iluminada.

Miudezas.

E que, embora de tal forma,
Sejam tão diminutas,
Sustentam o engrandecimento deste coração que chora.

Dádiva.
Da tua presença.

Dádiva.

Da única certeza: a Vida!

Que refulge em seu esplendor.
Que renasce na beleza de todos os dias.

Angela Lazzari

(Aos dezenove dias do mês de Abril de 2019).

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Comentário de maria jose zanini tauil em 20 abril 2019 às 0:19

O que dizer????? Belo! Simplesmente, belo!!!

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