Luciana

O sol de verão brilhava no azul do céu da pequena cidade naquela manhã. Luciana
pensava em como a natureza era linda.

De repente, um grito de pedido de ajuda agitou aquela manhã! Luciana se precipitou portão afora, tentando saber o que ocorria. Se deparou com a vizinha que deseperada, pedia ajuda para sua mãe que se esvaía em sangue! Naquele bairro de periferia, pobre, não haviam telefones e táxis passavam longe, preferindo circular em ruas com asfalto. Foi então que viram a antiga “Rural” do vizinho, reluzindo ao sol, estacionada a poucos metros da casa e então Luciana rumou p’ra lá a pedir socorro ao mesmo. Este, um senhor de seus setenta e poucos anos, a atendeu educadamente, muito embora de forma fria e perguntou em que poderia lhe ser útil. Ao ouvir o pedido de ajuda de Luciana para levarem a vizinha que estava a perder sangue, até o hospital, este respondeu: Sinto muito. Acabei de lavar a rural e não irei sujá-la com sangue!

E assim que a pobre senhora deu seu ultimo suspiro.

E Luciana aprendeu que a natureza é linda.
Já a natureza humana, deixa muito a desejar.

Ana Pires Brandau

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