Quero acostumar-me a todos os lugares teus.
Carimbar-me em teu olhar bailarino,
Dilatando a minha cumplicidade inocente,
Na calmaria da tua verbosidade.

Regressar-me ao teu aceno infantil,
Onde a palma da minha mão esquerda encaixava-se à tua,
No trançado de corpos brincantes,
Abandonados e errantes, à espera da última brisa primaveril.

Escrever-me num rosário alongado de pérolas,
Enquanto, ao redor da minha nuca, teus dedos adornados,
Desvendam cada fecho, antes da chegada da manhã.
E que por ébrio, não reconheces,
Pela falta do beijo ao café.

Ser a ti, sem aviso prévio ao tolo encanto,
Ao menos insensata!

Em cada rompante do brutal silêncio, resvalar no teu avesso,
Em cada geometria que não mensuras, perder-me em descobertas.

E por fim,
Em cada marulhar do teu espanto, deixar-me desvanecer,
Ainda que presa a teus punhos.

Não há melhor abrigo à minha destreza,
Do que ficares aqui...


...Conjugando o canto da minha boca...

Angela Lazzari

(Aos três dias do mês de Fevereiro de 2019).

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