Habitat igual, animais diferentes...
Às vezes sinto a necessidade de prender a respiração e mergulhar como uma Baleia; como uma criança que brinca de prender a respiração; que aquenta apenas um tempo, depois explode em busca do oxigênio. Como o animalzinho de estimação, que indefeso, quer apenas brincar. Percebo então a fragilidade da vida; da falta da compreensão; Percebo uma vida que me faz respirar profundamente para daqui não partir... Tonto! Meus olhos estão fechados não percebo a direção, senão a sensação de que flutuo em algo desconhecido, como quando nasci... Penso, por segundos, que andar no escuro é como caminhar sem destino; preciso de fôlego, percepção, determinação, objetivo. Uma alma! Caminhos desconhecidos podem ser bons, trazem alentos. Para isso se nasce... Caminho alternativo não é bom. Não é bom porque revela a fragilidade de quem não aspira objetivo, porque desiste cedo. A sensação de não ter destino incomoda. Incomoda-me a incerteza de um mergulho que não vê para onde está indo. Para um lugar onde não exista nada. Revela a loucura que antigamente se dizia desvairada e hoje se diz de um espírito sem rumo. A sensação que no escuro não tem chão; não tem apoio; não se têm pés; mas um impulso vale por todas as palavras não ditas por que motiva quem se arrisca em busca de desvendar o desconhecido e percebo então que basta abrir os olhos porque assim foi que eu nasci. Abro então os olhos! Percebo a suavidade do habitat. Vislumbro figuras, caras conhecidas, outras não; o melhor vem depois, vem dos focinhos; com doces olhinhos que apenas não são meus, mas enxergam como os meus, só que de forma diferente porque olham com doçura de outra forma e não como a de um mundo dos que não sabem o que é desigual: não pela natureza, não pelas espécies que são; senão pela inteligência dos humanos que vivem no mesmo Habitat, mas não se dão conta que Vidas são vidas sejam quais forem suas naturezas ou espécies... Animais vivendo no mesmo habitat respiram com apenas uma diferença... Alguns sabem o quanto são indefesos e dependentes de Deus, outros... “sapiens”, ainda não!

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