Mãos ásperas de um passado tão presente

Que raia do nascer do dia

Aos carcarejos das galinhas.

Saindo cortando neblina à frente,

Logo bem cedinho, com a marmita

Bem quentinha

Vendo a esperança e futuro

Daqueles que esperam o alimento

À custa de uma enxada

Que ensina as coisas da vida

E muitas vezes sofrida,

Mas nunca desanimada.

A dignidade tem nome de suor,

De roçado, e das léguas

Caminhadas para ganhar o pão

Mas também tem a alegria

Que contagia toda uma família

De uma nação.

Jilmar Santos

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