Através daquela que me olha,
Sempre reluzente e companheira,
Recordo tuas mãos pitorescas,
A desenhar em meu semblante, algo que não se perde.

Como única testemunha de momentos memoráveis,
Cálida e frágil,
A Lua,
Alva e Saudosa,
Perde-se no Infinito majestoso e longínquo.

O desejo expresso de tanto que se quer falar,
Rompe na madrugada fria, transparente e taciturna,
Entre o Tudo e o Nada,
Reverberando um Amor distante a poucas palavras.

Por entre os dedos, teima a caneta por sobre o papel caramelado,
Adocicado como o olhar transbordante,
Que salta da fotografia - a tua -,
Que mantenho escondida,
(E Abrigada),
Dentro dos meus sonhos.

Alma vagueia a esmo,
Como se dentro de uma pintura estivesse,
E nessa música - escolhida a dedo,
Fica o meu nome registrado a cada bater da melodia.

É a Sombra prateada daquilo que nos cabe.
É o Indefinido solfejar que nos cerca.

É o som de um Poema de Amor.

Que não sabemos declamar.
Que não ousamos pronunciar.

Mas que fica,
E que perdura,
Magistralmente cravado,

Entre o Céu e a Terra...

Angela Lazzari

(Aos três dias do mês de Dezembro de 2017).

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