É nesta hora tardia, em que o meu cansaço,

Manso e mágico, consegue tocar a tua ira,

Que vislumbro a tua face deliberada e não sei o que,

De estranho,

Rompe do olhar.

 

Sinto que te foge o enredo, em meio a atípicas perguntas,

E o perfume da tua santidade fingida,

Exala-me aos sentidos, numa feroz estranheza.

Probabilidades do que estaria por vir.

 

Aos pés do teu eco,

Ensaio aquele antigo papel, de atriz não coadjuvante,

Roubando a cena do beijo amado,

Em que cais.

Um desnorteio. Sem fingimentos.

 

Neste disparate, sob a fragilidade do teu Não silencioso,

E sem as tolas encenações, sei que anseias  por reconhecer-me.

E ora és tão deliberado e ora tão cúmplice,

Que minha face alvoroçada dispensa a falsa encenação.

 

É a tua mão. Cravada à minha.

 

Tudo em nós é eclosão.

As antigas madrugadas açoitadas são isentas de sentido.

 

Minhas falácias antigas,

Ah, meu bem...

Tu já as sabes de salteado...!

 

E no palco vazio, onde as extremas confissões são decoradas,

O refletor apenas ilumina,

...As minhas vestes rasgadas...

Angela Lazzari

(Aos cinco dias do mês de Fevereiro de 2019).

Exibições: 22

Comentar

Você precisa ser um membro de Casa da Poesia* para adicionar comentários!

Entrar em Casa da Poesia*

Editora Casa da Poesia

Chegou o

Volume 9 da Antologia 

Volume 8 da Antologia

 Volume 7 

                VOLUME 6 

    

PARCEIROS

Nas Redes Sociais

                          CLIQUE AQUI

Fotos

  • Adicionar fotos
  • Exibir todos

Aniversários

Aniversários de Hoje

Aniversários de Amanhã

Acesso ao CHAT da Casa

              Clique Aqui!

© 2019   Criado por Casa da Poesia*.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

Offline

Vídeo ao vivo