Nem sempre o falar, basta.

Alguns verbos permanecem calados,
Na calada da noite,
E às vezes, paira no ar denso,
Verdades que não mais são necessárias.

Parte de mim cochicha aos meus ouvidos,
- (ligando o sonho à realidade...)
Recordando-me o pacto de amorosidade que fiz há tempos,
Dentro de mim,
Que acabou por transformar a brandura do céu,
Num inferno amordaçado
- (talvez tenha sido necessário...)

São pedaços de memórias,
Cartas escritas em vão,
Coisas velhas,
-insignificantes...

Encontro-me, por acaso,
- agora,
Agarrada às entrelinhas do papel,
Visceralmente presa à minha janela,
- (tenho um poema para ser escrito nesse momento) ...

Por hora,
Aguardo a véspera do dia seguinte,
Observo o badalar do velho relógio na sala de estar...

E vou soprando palavras,
Flutuando acima da minha sombra,
Arrumando com cuidado a mala de couro,
- da viagem que não farei....

O sol se põe...
Por fim...

E o espaço que sinto,

- habitante de dias intermináveis,
Fica demasiadamente pequeno,


- Para tudo aquilo que pretendo escrever....

Angela Lazzari

(Aos treze dias do mês de Novembro de 2019).

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