(...e falou-se do último....como se um dia, chegasse a ser o primeiro...e esperou...!)

...................................................

No perfume das tuas lembranças,
Que balançaram ao som da tua voz,
Condenei-me ao teu inferno.
Às chamas do teu fogo.
E penitenciei-me.

Tentei escrever pelas linhas tortas da imaginação,
Entrelaçando a pena e a tinta,
Harmonicamente.
Como num romance eterno.
(Decerto),
Inesquecível...!

Os fios presos à minha cintura,
Que mantiveram-me a ti, atada,
Consumiram-se em brasas,
Ao menor sinal da tua presença.

E sem que eu ao menos descobrisse,
Dentro da loucura faiscante dos meus olhos,
Pressenti em desalento,
A tua partida,
(Decerto, e ao certo),
Imprevisível...!

Dilacerei o poema.
Arranhei as minhas rimas.
Cravei as letras no sulco profundo do papel.
Conjuguei todos os verbos.

Mas o que era soletrado como sendo nosso,
Ficou em última pessoa.

Sem o singular.
Sem o plural.

Como se fosse o último poema,
Uma vez mais,
Busquei-te no silêncio.

Ceguei-me à quatro paredes.
E em cada letra da música que não ousei cantar,
Ficaram as marcas,
Daquilo que jamais, um dia,
Pude compreender...

E falou-se do último....
Como se um dia, chegasse a ser o primeiro...

Esperou...!

E o que restou,

Foi esquecimento...!

Angela Lazzari

(Dezembro de 2017).

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