O olhar temperado, a fogo e a sal,
Refletiria o antagonismo que distava, um palmo, talvez,
Da continuidade da música, que persistiria na alma.

Desabrocharia um sorriso, de eternidade?

Fosse um gosto de tâmaras frescas,
Fosse a taça de vinho, tombada à mesa,
Tudo passaria pelos teus lábios, ressecando a minha visão...

Rogaria o coração, ao tempo?

Clamaria o vento, pelo voo a cada entardecer?

Escondido, bem fundo do peito do poeta,
Surgiria um cântico de regresso,
Onde memórias, ao inverso,
Repercutiriam a velha história dos amantes.

Haveria um amanhã?


Ou o findar da vida roubaria os sonhos,
Numa velocidade que não reconheceríamos?

O que se soube é que os acordes cadenciaram-se,
A cada vez que o teu nome surgia, de repente,
Em minha distração,
Revendo aquilo que um dia tinha sido.

Sem a mínima possibilidade de dizer: -não quero ir -,
Tombei ao teu lado, incrédula.


Ausente de respostas.
Cega de explicações.

Renasci,
D’um outro lado,
Inversamente desproporcional.

Fui tudo.
Tudo e nada, ao longo tempo:

Dor.


Procura.


Loucura.


E finalmente,

Flor...

Angela Lazzari

(Aos dois dias do mês de Outubro de 2018).

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