Sempre, quando não quero,
Fico-me aqui, deitada por sobre minhas sobras de saudade.

Trago-me flores, daquele tempo,
Que sussurra feito vento,
Por entre o verde dos prados,
Onde tombaste alheio,
Sem ao menso dar-me a chance da misericórdia de cerrar os teus olhos.

A vida feriu-me feito açoite em profunda carne,
Espalhando migalhas de um amor,
Incompreensível aos anjos que, agora,
Sibilam sons de salvação.

O céu aconchegou-me nos braços,
Permitindo-me ser, por uma breve sonata,
A canção redentora de minha eterna morada.

Não nos foi dada a chance de tantos minutos breves,
Silenciosos,
Que descreviam com perfeição uma pintura de alegria,
Pincelada em tela fina e delicada.

A enormidade do mundo tragou-nos em goles desatinados,
E a embriaguez tomou-nos o corpo,
Em exato desalinho e cansaço.

Custa-me raciocinar com exatidão...

E enfim, cá estou eu,
Num abismo cego e traiçoeiro,
A perguntar dentro do meu coração rasgado de sangue,
Se a vida terá ainda sentido em todas as suas vigorosas cores,
Ou se o perdão,
Tão difícil e árduo de ser pronunciado,
Acompanhará o retorno da minha Alma,
Tão inocente e sacra,
Como o nascer de uma criança.

Angela Lazzari

(Aos vinte e sete dias do mês de Novembro de 2018).

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