Fizeste-te ausente o bastante,
Para que a tua falta já não mais a sinta.

Prolongaste-a por tanto tempo,
- Jogando-me ao vento por infindáveis dias,
Que meus olhos acostumaram-se,
- Secaram-se,
Ao brilho dos teus.

- Morri por séculos.
Nessa espera maçante,
- Arrastada apenas em fé.
- Dor calcinante.

Assim esperam os desesperados.
- Apenas por um milagre.
- Apenas por um gesto de amor.

Ausentei-me da paixão.
Dominei o ímpeto da solidão.
- E como num trotar d’um animal amedrontado,
- Fugi da dor.
- Escondi-me.
- Feri-me brutalmente.

Restou-me a cicatriz
- Essa ausência de felicidade.
- Quiçá seja a minha maldita mediocridade.

E já não me faz diferença.
- Não mais.
- Que venhas ou não.
- Que seja hoje ou amanhã.

Aqui,
- Nesse peito em cicatriz,
- Jaz,
- Minha amarga confissão.

Angela Lazzari

(Aos vinte e dois dias do mês de Maio de 2019).

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Comentário de maria jose zanini tauil em 28 maio 2019 às 20:24

Belíssimo!

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