Decerto a solidão amanhece,
E retenho em minha escrita voraz,
Este fogo febril,
- Tirado da tua língua acesa.

Guardo em meu corpo,
Tua insanidade que me mantém cativa.
- Ao teu domínio,
- Ao teu poder.

Tu podes me alcançar,
Entre gestos fortes,
- Delirantes,
Saboreando os meus desejos,
- Que a ti pertencem.

Pelo meu ventre adentras,
Nas entrelinhas de olhares que chamam.
- Nos dedos assinas declaração da tua posse,
- E do teu querer,
- Consonante ao meu.

É na tua boca,
Que entrego a saudade,
- Desejo e fúria.
- Desmedida luxúria.

E meu corpo dança,
Num bailado em frêmito.

Somente tu podes conceber,
- Sorver em extasia.

- Puro mel,
Que em taça única, de fino cristal,


- Adorna e adoça o teu paladar...

Angela Lazzari

(Aos dois dias do mês de Outubro de 2019).

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