Senta-te na varanda das tuas mínimas percepções.
Observa-as como a pupila dos teus olhos,
Girantes na órbita das mais frágeis observações,
Que perfuram a tua verve silábica.

Dos segredos que possuis,
Travestidos de invernos abomináveis,
Alguns são miragens do teu próprio deserto,
Outros tantos reténs nas calosas palmas das mãos.

Deixa que a corda da tua pipa,
Que soltas ao ar,
(Re)costure teu corpo inflamado,
(Re)avivando a tua memória,
Que de amor,
Um dia morreu.

E, ao primeiro sinal da tua covardia,
Lembra-te do teu silêncio,
Tal qual a única composição harmoniosa,
Que te salva da queda,
Do desprezo que te adormece,
E da vergonhosa tirania.

Re(dis)tribua as tuas rosas.

No deserto em que te (re)colhi,
Ainda há salvação.

Angela Lazzari

(Aos vinte e nove dias do mês de Agosto de 2018).

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