Costuro sílabas.

Teço em teu olhar, versos que se transformam em Poesia.

Em passos lentos,
Vou alinhavando fios doces,
Todos eles, um dia, saídos da tua boca,
Que numa suposta confissão,
Tentavam amarrar os nossos lábios,
Num beijo alado,
Que se tornou inesquecível...

Vou cerzindo com linhas frágeis,
Aqueles momentos distantes,
Que o tempo passado,
Já não mais me traz.

A saudade vai se equilibrando na ponta da agulha,
Abrindo caminho no tecido de minhas vestes,
De forma sutil e delicada.

A ausência arremata essa fragilidade constante,
Em noites onde, sem pestanejar,
Busco-te carente, nas lágrimas,
E que o meu lenço branco, acolhe.

Na medida mais imprecisa e inexata,
Ainda identifico teu jeito meigo,
Matreiro e sorridente,
Quando num outrora não tão distante,
Deixavas-me envergonhada,
Diante do teu toque.

Envergonhada.
Mas nem por isso,
Menos amada.

Da tua lembrança, agora,
O mais bonito bordado.
Com o qual me aqueço e me cubro,
Tentando remendar palavras,
Unindo pontos cruz.

E da vontade, o pedido...

Para que nunca te esqueças,
Daquele dia,
Em que apaixonada, sonhei-te calada,
Sem me dar conta, de que nada mais poderia me restar,
A não ser apenas,
Ter-te ao meu lado...

Angela Lazzari

(Aos sete dias do mês de Março de 2018).

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