Abandono-te nas letras,
Que não mais respiram,
Por querer-te longe,
Afastado d’um olhar cansado.

Abandono-te no sorriso morto,
Morno,
Nos gestos despencados,
D’alma em voz perdida.

Abandono-te em mente distraída,
Em percepções sem viço,
Pálidas e desconexas,
Apagadas e frouxas.

Abandono-te sem medo,
- Na procura da cura -.
Sem prosa, sem verso,
Sem deixar o meu aceno.

Abandono-te porque o fim,
Exige um recomeço.
Sem tropeço.

Abandono-te.

- Ponto final -.

Angela Lazzari

(Aos dezesseis dias do mês de Janeiro de 2018).

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Comentário de Angela Regina Lazzari em 28 janeiro 2018 às 13:26

Obrigada mestra! Beijos no coração!

Comentário de maria jose zanini tauil em 25 janeiro 2018 às 18:39

Uma história do amor simplificada em versos mínimos, mas plenos de conteúdo. Lindo!
Beijinhosssssssssssss

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