Teu olhar é ímpar,
Indecifrável,
De uma cor que somete a alma consegue enxergar.

Nada se encontra em antigos alfarrábios que descreva toda essa meiguice,
Essa candura,
Tão latente e viva,
Que somente o silêncio, quando me olhas,
Conta-nos, em segredo, tantas histórias já vividas.

Deixa que seja assim.


O meu pouco é demasiadamente grande.


E dessas pequeninas coisas que o meu peito retém,
Quando aqui estás,
O valor é infinitamente supremo.

Dia e noite são apenas breves períodos,
Nos quais vivemos e nos atarefamos de tal maneira,
Que simples detalhes,
Se não observados,

Deixam passar o sublime no qual me agarro.

Teu olhar não é uma partícula distante.


É um colar colorido – e assim o faço, todos os dias.
E quando ando por aí, em minha distração, nada preciso procurar.
Nada preciso encontrar.

Teu olhar preenche os vasos das tristezas,
Clareia a mesa do café que arrumo todos os dias,
Faz-me acordar com o sabor do bom dia nos lábios.

Se o teu olhar assim me vê,
Com brandura e encantamento,
Nada mais vê do que o imenso afeto que existe dentro do teu.

Assim é o teu olhar.
Extrai de mim, tudo aquilo que sou.
Muito do que sinto.


E daquela menina que um dia fui,
Manterei viva a chama,
Que nunca se apagará,
Porque mantenho em mim, todos os dias,
A doçura do teu cândido olhar...

Angela Lazzari

(Aos vinte e cinco dias do mês de Fevereiro de 2020).

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Comentário de José Lopes Cabral em 10 março 2020 às 9:47

Perfeito com louvores a magnitude de seus verso.

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