Traz-me ao peito um poema único,
Porque ao fazer-te canção, embebo-me de mel e esquecimento.
Ao olhar-te com meus olhos acesos de lume,
Torno-me flor em viço, perdendo-me em pensamentos.

Traz-me à alma um sorriso teu,
Onde me desnudo por inteira,
Pois ao te chamar entre tantas palavras sentidas,
Verto ao coração a presença de infinitos dias.
Como num aceno, construído por bandidas sensações.

Traz-me dentre os dias, o escoar de um rio morno e brando,
Porque te sei invadido por sonhos sem pressa,
E ao aconchegar-me em versos soltos e entontecidos,
A pele rasga,
Amortece,
Pelo frio cortante,
Nestas terras desconhecidas por onde ando, em brevidade.

Traz-me aos olhos o teu verbo extasiado e santo,
Numa brincadeira infantil, inventada pela minh’alma,
Onde meus cabelos soltos desfazem-se entre teus dedos,
E neles, o teu toque enjaula tod’um corpo ferido.

Traz-me a tua poesia,
Os teus encantos e os teus sons.
E deixa-me...

Deixa-me assim,
Morrer em teu sorriso.

E porque, não morrer feliz,
Também,
Em tua eterna lembrança.

Angela Lazzari

(Ao onze dias do mês de Abril de 2019).

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Comentário de MARIA LUIZA KUHN em 19 abril 2019 às 22:13
Que lindo Ângela. Parabéns pelo seu trabalho em prol da nossa casa.
Comentário de Angela Regina Lazzari em 13 abril 2019 às 13:43

Mário, querido! Obrigada, sempre, pelo seu carinho! Beijo de poesia pata ti!

Comentário de Luiz Mário da Costa em 13 abril 2019 às 1:46

Teus versos são cheios de espectros, como os d aurora boreal, a refletir nossos olhos.

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