Não há mais segredos que escondam a minha pele.
A seda do olhar com que me cobrias,
Dentre todos os sorrisos que me destes,
Transformaste-a no meu último chamado.

Findaste esta esperança molhada,
E escondo-me atrás deste sentimento descortinável.
Indiviso.
Em lágrimas.

Se me amasses pelo que sou,
Pelo íntimo,
Virias todas as vezes em que te chamo,
Quando me sinto pronta a despi-lo, no peito.

Mas entras e sais,
Sempre sem avisares.
E do prazer de te ver,
Viras-me do avesso,
Sem me dar a chance de perceber,
Que a ternura ressecou.

E neste último vestido que escolhi,
Para te agraciar os dedos,
Não consegues, nem ao menos, me enxergar.

Angela Lazzari

(Aos dezessete dias do mês de Outubro de 2018).

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Comentário de Luiz Mário da Costa em 24 outubro 2018 às 1:11

Não há mais segredos que escondam a minha pele./Para te agraciar os dedos," são nessas combinações que meus olhos se amarram.

Comentário de maria jose zanini tauil em 22 outubro 2018 às 23:30

Um verdadeiro conto de amor, de forma poética! Lindo e triste! Beijossssssssssss

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