Vesti o engano de uma tarde de verão.
Com o frescor de uma manhã de primavera,
Realcei as ilusões.
Lentamente despertei,
Perdida num emaranhado de inverdades.
Me recolhi, noites frias de inverno.
Sem mais ilusões,
Vivo cada dia como se fosso o último.
Sem arroubos, sem festim
Com solidez e resguardo
Cultivo a resistência,
Flor espinhosa,
Preservada de outros enganos
De outras tardes de verão.

Zezinha Lins

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Comentário de Lucicleide Alves em 6 maio 2018 às 20:59
Linda
Comentário de maria jose zanini tauil em 26 abril 2018 às 21:43

Gostei de "a resistência é flor espinhos". Flor por ser virtude, mas exige a força que nem sempre temos. Belo!
Beijinhosssssssssssss

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