Blog de Verônica Noblat (92)

Debulhadora de Versos

As vezes acordo querendo saber quem sou

As vezes sou quando me basto

Outras, acordo sem querer, quando não deveria dormir

As vezes não estou nem aí para quem veio

Quando estava cansada de quem fui

Outras me quero tanto, que me despeço pedindo que não demore

Não é fácil conviver com estranhos

Tantas tintas extintas tão jovens

Aquarelas selvagens

Savanas nuas tecendo veias que liberam traumas

Sou escultora…

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Adicionado por Verônica Noblat em 14 janeiro 2019 às 19:33 — Sem comentários

Nos teus olhos

Poema de amor aos leitores

Nos teus olhos

Vos direi do carinho

quando em minhas linhas te aninhas,

Do prolongar do afeto que em verbo oferto

Passeie em mim pousada em tua iris,

nesse encontro de amor, até que o poema se encerre.

Conserva-me em ti, como profecia

ou simplesmente uma poesia

Vos direi do encanto, posto que sendo…

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Adicionado por Verônica Noblat em 6 janeiro 2019 às 10:00 — Sem comentários

Urucum & Cacau

Urucum & Cacau

Escrevo com credos libertos

Sabores diversos

N’um mundo seleto em que eu vim morar

Sou xamã universalista

Oro, dou passe, reiki e rezo

Faço o bem e não cobro ingresso

Sou bruxa, feiticeira e pajé

Fumo chanupa, charuto e cigarro de palha

O que vem para destruir logo se espalha

Se não for para ajudar não atrapalha …

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Adicionado por Verônica Noblat em 31 janeiro 2018 às 13:45 — Sem comentários

Palavra

Palavra

Deixe-a ser palavra, clara

Que seja carinho para quem ouve

Sendo alento para quem fala

Deixe a lua entrar na palavra

E veras estrelas abarcadas

Com sua pronuncia serena

Dá-lhe a forma e as cores das flores

Antes de dor, deixe-a ser mel

Vertendo em si, vestindo-te de doçura

Deixe-a ser mar, seu bramido acalma

Respire-a, soltando-a no ar, tornando-a leve

Deixe-a ser pensamento que bem pensado…

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Adicionado por Verônica Noblat em 31 janeiro 2018 às 13:38 — Sem comentários

Chuva

Chuva

Chove chuviscos insistentes

Desprendem emoções sonoramente

Escorrem feito saudade docemente

Gotas nubladas, cinzas declaradas

Leves, neutras estiagens,

Outras chuvas dão passagens

Escoam gélidas dores derretidas

Foz sem braços que as divisam

Evaporam águas destemidas

Nuvens que sem pressa de passar

Passam alvas tão…

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Adicionado por Verônica Noblat em 31 janeiro 2018 às 13:30 — Sem comentários

A dor do poeta

A dor do poeta

O que é o poeta sem a dor que deveras sente?

O poeta cria a dor ou a dor o faz poeta?

O que é o amor sem a dor que o poeta compreende?

A solidão que o inspira e o preenche?

A nostalgia que o domina docemente?

O que é a dor que dorida alivia sua mente?

Sem a dor o poeta finge que sente

E por amor ele ressente

A dor em dores simplesmente…

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Adicionado por Verônica Noblat em 30 janeiro 2018 às 13:13 — Sem comentários

Violetas Azuis

Violetas azuis

Pintei um jardim de violetas

Perfeitas violetas azuis

Sorriam exalando perfumes de suas pétalas felizes

Eram violetas alegres e azuis

Pintei um jardim de violetas

Várias violetas azuis

As borboletas sabiam

Sobrevoavam o jardim

Pintei um jardim de violetas

Todas violetas azuis

As pessoas…

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Adicionado por Verônica Noblat em 30 janeiro 2018 às 13:09 — 2 Comentários

Medo

Medo

Inerente a mim

Quase quem sou

Meu tutor

Com uma intimidade que intimida

N’uma timidez silenciada em devoção

Com a fé maior que o grão

Não o divido, não o largo

Não o assumo

Meu segredo

Adoenta minha falta de perdão

Minha covardia

Minha fraqueza

Minha humanidade

Minha insanidade

Minha inutilidade

Minha comodidade

Medo de ter medo causa medo

Causa alucinações, causa…

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Adicionado por Verônica Noblat em 30 janeiro 2018 às 13:05 — Sem comentários

Rasura

Rasura

A tinta manchou o papel em branco
Mudou o poema que nunca existiu
Até pensei que fosse pintura do destino
A rasura do amor que eu não escrevi

VNoblat

Adicionado por Verônica Noblat em 8 dezembro 2017 às 8:45 — Sem comentários

Versos mudos

Versos mudos

Esconda-me nas vias dos teus seios

Confunda-me entre eles

Perca-me de vista,

Investindo-os desnudos

Nos versos mudos que meus lábios carnudos

Declamam p’ra você, sem nada dizer



Finja que se aborreceu e esquecida,

Deixa-me habitar onde reside os poemas ardentes

Prenda-me para que eu não perca a rima

Dance sobre minha inspiração

Não se apresse na prece dos teus desejos

Envolva-me devolvendo…

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Adicionado por Verônica Noblat em 8 dezembro 2017 às 8:42 — Sem comentários

Missão

Missão



Indizível____________ tão profunda quanto o branco que se entrega

E sem saber se faz, brincando com meus pensamentos brandos

Que nada sabe dela

E desliza no deserto como vento sem represa

Desvirginando a brancura inspiradora com seus traços delicados

Como se soubesse chover, suas úmidas palavras intactas

Fecunda o sagrado de minh ‘alma e floresce lírica,

Tímida,…

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Adicionado por Verônica Noblat em 8 dezembro 2017 às 8:30 — Sem comentários

Pessoas são poesias

Pessoas são poesias

Pessoas tão apessoadas que quase são flores

Pessoas que levam na bagagem a leveza do sorriso fácil

Pessoas que tem o poder de fazer o sol nascer com um simples bom dia!

Pessoas que trazem na pele a genuína gênese

Que tem cheiro de gente e ama gente

Dessas que lemos, relemos e não enjoamos

Que todos os dias são doces na medida certa

Dessas que chega a ser a melodia da alma

Que você acredita que são…

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Adicionado por Verônica Noblat em 4 dezembro 2017 às 19:00 — Sem comentários

Versos de uma palavra só

Versos de uma palavra só

Apenas uma palavra

Uma palavra apenas

Que tenha palavras

E seja infinita

Uma palavra apenas

Que te desnude, me inunde

E nos caiba

Uma palavra com o peso do silêncio

A leveza da verdade

E a beleza de ser palavra

Que seja suficientemente…

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Adicionado por Verônica Noblat em 30 novembro 2017 às 17:38 — 2 Comentários

Brincar de viver

Brincar de viver

Queria um mundo feito de canto de pássaros

Que as pessoas fossem arborizadas

Onde o sorriso da vida é o açude

E o abraço d’agente é o céu

Queria que avião fosse de papel

Assim como o barco movidos a sonhos

Sonhos cabem no chapéu de mágico

E a felicidade no tombo do palhaço

Que a verdade…

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Adicionado por Verônica Noblat em 23 novembro 2017 às 19:21 — 2 Comentários

Bem-te-vi

Bem-te-vi

Amanheci na ponta do teu bico

Estridente repetia o cantador

Eu te ouvia e bem-te-vi dizia que me via

Que agonia a ousadia do insistente delator!

O sabiá dizia que sabia

Eu não sabia a que se referia

O bem-te-vi provocador

O sabiá conhecedor da melodia

Antes que dissesse o que sabia

Bateu asas e voou

VNoblat…

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Adicionado por Verônica Noblat em 23 novembro 2017 às 14:26 — Sem comentários

Acordei

Acordei

Levantei os meus sonhos

Calcei minha melhor versão

Despi-me do desanimo

Vesti-me de flores com cores alegres e cheiros campestre

Estendi minhas lágrimas no varal

Coloquei a fé para ferver

Sentei-me a mesa e bebi uma xícara de amor próprio

Um pedaço de razão, recheado de alegria

Varri a solidão

Mostrei-me ao bem-te-vi que fez algazarra me…

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Adicionado por Verônica Noblat em 22 novembro 2017 às 13:10 — Sem comentários

Solidão

Solidão

Coisa difícil é escrever da solidão

Falar da solidão

Falar com solidão

Porque dói

Até a dor é solitária

A morte é solitária

Solidão é a escravidão do vazio!

A nossa sorte é que todo vazio

Uma hora se enche

Nem que seja de ar

E plena de nada

Transborda tudo.

VNoblat.…

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Adicionado por Verônica Noblat em 22 novembro 2017 às 13:05 — Sem comentários

Versos simples

Versos simples

Tão leves quanto bolinhas de sabão

Tão pequeno que não cabe na palavra

Brincam em minha mão

Tão alegre que não cabe a dor

Tão belo que não sei dizer

Tão simples quanto o que não há

Tão sentimental que não sei sentir

Como uma mentira não dita que me arrependi de pensar

Como essa verdade que…

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Adicionado por Verônica Noblat em 21 novembro 2017 às 19:38 — Sem comentários

Borboletas

Borboletas

São anjos levados que se sujaram brincando no arco-íris e o despedaçaram.

As borboletas borboleteiam o jardim

Como pedacinhos de arco-íris alado

Fazendo ciranda no ar.

São fadinhas encantadas criam asas nas lagartas

P’ra mó de borboletear.

N’um jardim borboleteado as flores não morrem

Viram pétalas voadoras.

Borboletas são mágicas elas contagiam

VNoblat…

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Adicionado por Verônica Noblat em 18 novembro 2017 às 14:00 — Sem comentários

CANTO AOS ORIXÁS

CANTO AOS ORIXÁS

Canto aos 4 cantos

Solto a voz e me lanço

No canto eu danço

Sou a voz dos orixás

No manto santo encanto as matas

Canto e me lanço as falácias d’águas

Que exaltam e me fundo a Iemanjá

As pedras que rolam dançando comigo

Agitam as águas, invocando a justiça de Xangô

Canto os elementais

Sou Oxóssi o caçador astuto

O fiel protetor dos animais

Danço no vento meu firmamento

Sou a…

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Adicionado por Verônica Noblat em 18 novembro 2017 às 10:27 — Sem comentários

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