ZUMBI ALADO

Jose Alfredo Evangelista

Observo a vida que passa, degustando a natureza de uma praça!
Árvores frondosas, gramados exauridos, pássaro cantante.
Mas, contrastando essa beleza ofendida, quatro jovens e uma fumaça!
Eles pitam o pacalzinho, e sua saúde, apenas um detalhe, não é importante!

Nas suas fisionomias irônicas, ofendem a própria vida!
Almoçam baforadas de maconha que impregnam o ambiente.
Ao lado, uma família com suas crianças, a paz convida
A curtir o sol poente

Dia vai, dia vem, e os jovens ali, novamente, numa conferência vazia;
Sem perspectivas nem futuro. Repetem a mesma odisséia,
Numa luta silenciosa e insana, buscando na droga a cortesia
Da morte prematura e doentia, com tosses na traquéia!

Impotente e pasmo com aquela visão fumacenta,
Vejo zumbis sociais que vivem em sociedade doente...
Lixos humanos que mal saíram da placenta...
Que vivem sua vida de forma incoerente.

Quando os rojões pipocam, os viciados ficam alarmados!
Minha sensibilidade se arvora: “chegaram os pratos preferidos ”!
Chegam também os felizes zumbis enturmados
E, como hienas, sedentas e famintas, regozijam nos seus baforidos.

A rotina se repete com o banquete da fumaça.
A praça, não tem dono e perde seu encanto.
A presença inóspita das hienas afugenta a graça
Do ar puro e perfumado, e dá lugar ao desencanto!

Refém desse infame banquete, a juventude perde o rumo.
Sem bandeira, nem lar, o que conta para sustentar a fumaça, é roubar!
Sem lar, sem documento e sem prumo,
Uma vida em desequilíbrio, pronta para morrer ou matar!

E nos guetos da vida, a esquadrilha da fumaça, todos os dias levanta voo,
Nas alturas de suas mentes poluídas, sonham e divagam...
Agrupados como animais em bando no zoo,
Numa realidade irreal e falsa, jamais o amor propagam!

Oh querida praça, bela por natureza,
Tu que acolhes os pássaros e os casais de namorados,
Permita-nos contemplá-la em profundeza
Tua beleza, antes que cheguem os drogados

Incomparável existência que põe lado a lado
A beleza das cores, o perfume das flores, a formosura da natureza,
Com o fedor, a tosse incessante e o jovem alado,
Que na sua aventura macula sua vida e perde sua pureza!

Exibições: 14

Responder esta

Editora Casa da Poesia

 Chegou

o Volume 7 da Antologia!

      À Venda Antologia

                VOLUME 6 

    

PARCEIROS

Nas Redes Sociais

                          CLIQUE AQUI

Fotos

  • Adicionar fotos
  • Exibir todos

Aniversários

Aniversários de Amanhã

Acesso ao CHAT da Casa

              Clique Aqui!

Badge

Carregando...

© 2018   Criado por Casa da Poesia*.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

Offline

Vídeo ao vivo