Fim de férias...
Andar pela grama descalço, sentindo a relva no ar, acalma e dá um prazer indescritível.
Caminhar num compasso pelas ruas quentes, acalma e seduz o pensamento.
Mergulhar em agua fria no lago ou no mar, refaz a fugaz sensação de pleno domínio; refresca, mas dá medo das imprevisíveis profundidades e dos imponderáveis percursos na ida e na volta em busca do oxigênio...
Não possui limites. É a visita à insegurança e à imaturidade em férias...
Parece que a água que sustenta o mergulho é a mesma que desequilibra a certeza do domínio físico do dia a dia, do emocional; é a mesma que desfaz a sensação de suposta segurança vivida. Então, é como voltar, inconsciente, ao líquido amniótico do início da vida, sem noção de perigos... Apenas suspenso em incertezas... Sem lembranças. Sem apoio. Sem sustentação...
Ainda absorto do mergulho em aguas frias seja em tão imenso oceano, ao levantar a cabeça e abrir os olhos, depara-se com a volta e a certeza da nossa insignificância diante de tantas e possíveis ocultas realidades...
Ainda insensato; como se tivesse que dali em diante renascer para viver novas experiências. Novo caminhar. Percebe-se que o efêmero prazer de alguns dias de férias é como levantar na areia quente, como parte dessa maravilhosa natureza e se arrastar como as tartarugas em busca do apoio da terra firme, do ar, da luz até um novo mergulhar ou... então, uma nova chance para se reiniciar em algum outro lugar...
Mas, por enquanto, o retornar das férias, graças a Deus, é para o meu lar...
Lineu Mattos

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