Hoje sei que posso imaginar como é a eternidade e ser Poeta.
Um dia subir por uma estrada que leva à uma colina. Lá onde tem um Jequitibá-rosa que há muito tempo espreita a vida. Chegando na esquina daquele Bosque será muito bom constatar como é brilhante o sol que ajuda a atravessar aquela mata. Perceber o ruído que se enxerga antes mesmo de ouvi-lo. Conversar com os pássaros. Trocar ideias com os gatos. Como se alguém quisesse de longe dizer: aqui começa o mistério que tanto queres. Me volto e vejo meu vulto. Ele ainda estará a me acompanhar. Saberei que não serei mais eu; mas por alguma razão saberei também que terá sido a minha sombra que atravessará por primeiro aquela floresta. Algo inusitado então saberei: a eternidade nos espera. Precinto o dia que não haverá mais 24 horas. E então não será mais hora de contar contos e cantos pelo menos por aqui por onde se anda por pernas. Espero perceber esse momento. Será como adivinhar o momento de como chegar ao topo. Não ter mais o que fazer, nem como desfazer. Quando tudo não terá mais como e o que discutir. E aí espero perceber que restará apenas um espaço. Que terei deixado muitos beijos e abraços. Então me sentarei à beira do Jequitibá-rosa que do alto de sua grandiosidade e majestosa bondade soprará pétalas ao vento que ao caírem, o perfume de suas flores contará a história dos Poetas e Poetizas que comigo passaram por aqui; bastará que alguém leia poesias e tenha nas mãos as Antologias da Casa da Poesia...

Lineu Mattos

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