Exageros à parte parecem que o amor e a admiração andam juntos... Quando jovens, dia após dia, cresce-se em esperanças de se ser feliz no amor. O crescimento a que me refiro são percepções, decepções... Relacionamentos e expectativas de convívios, nem sempre agradáveis, mas em busca do encontro do amor tão propalado. Assim é que cresci vendo meus limites. Limitantes, pelos exageros do meu querer. Mas os limites naturais fazem perceber que diferenças não limitam o amor; e que belezas, que não são únicas, desfazem eventuais limites limitantes, quando observados. Percebe-se que a beleza é sempre singela. Seja na forma, seja na apresentação. E que conviver significa amar ou rejeitar. A partir dai passei a enxergar poses e belezas expostas. Acho que foi daí que veio a ideia de que a admiração, no que se observa nas poses, diferenciam belezas. Observar que quem vê beleza, muitas vezes não a vê por admira-la. Falta o toque do amor... Continuei exigente. Mas sempre soube que ver e admirar tem componentes diferentes. Mais ainda quando a beleza admirada se incomoda em ser admirada porque não se acha bela. E então é a hora de perceber que ser ou não ser admirado não altera a beleza, mesmo que se reconheça não ser, reciprocamente, tão belo. Também, que ao admirar uma beleza este é um momento mágico porque ali é que acontece algo imponderável: a atração que dispara a flecha do cupido. Acho que é neste momento que a admiração e a atração passam a andar de mãos dadas. Como amantes. Querem estar juntos. Concluí que a admiração leva à atração e passam a querer mais, reciprocamente. Aqui não é mais questão de ceder é questão de querer. Desfazer limites: é o encontro do amor tão sonhado. Nessa fase esticam-se as situações e o querer a presença. Convivências. Carinho e atenção. E ai uma das belezas vai atrair mais e mais uma para a outra; e uma delas, vai ser sempre mais... Pela outra vai ser mais admirada, agora é por amor. Passa a haver comprometimento, tolerâncias, compreensões... Percepções: Admiração. Foi ai que aprendi que onde há amor há admiração; onde há admiração é sinal de quero bem... É difícil de compreender, mas passa a ser fácil de enxergar que quando há amor há admiração, um pelo outro. E o amor?
Bem! O Amor! Acho que é o modo de olhar, e todos os dias, admirar a quem se ama...

Lineu Mattos

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Texto muito bom!

Acredito que quando perdemos a admiração, não existe mais amor. Abraço, Lineu!

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