Por alguns segundos fiquei pensando sobre o tempo que se leva para se executar uma ação; Para se ter uma ideia; para se criar um texto; para se entender um contexto; para nascer “um homem”. Um flash na mente me revelou uma imagem: “um antigo relógio de corda”. Que máquina fantástica! Eu até gostaria de saber mais sobre o relojoeiro que inventou o relógio. Mas isso parece ser um mistério. E os antigos relógios acabaram sendo vistos apenas como maquinas admiráveis. Suas engrenagens desapareceram. Muitos, despercebidos, ainda funcionam comandados por suas velhas engrenagens. Funcionam impulsionados por seus ponteiros. Imagino então o andar e o destino desses velhos ponteiros... Desses velhos relógios. Um mais lento. O outro mais atrevido. O atrevido é o maior que vai à frente puxando os segundos. O outro, menor, parece estar sempre parado... Esses ponteiros me fascinam... O que puxa os segundos parece ter a função de hipnotizar o tempo. De um em um vai pulando de casa em casa envolvendo o outro. O outro, quase parado, espera pacientemente o “tic, tac”, para mudar os segundos para as horas que se dizem exatas. Isso é o que me impressiona. Acho que o relojoeiro não tinha ideia de que os ponteiros não seriam alcançados pelos segundos, nem pelas horas. A não ser que ele os pare. Só depois que eles mudam de casa é que dá pra perceber quantos dos segundos ficaram para trás. Acredito que ao criar os segundos atrás dos ponteiros o relojoeiro criou a melhor função para os relógios: mostrar que o tempo não depende exclusivamente do ponteiro que vai à frente. Que marca o passo. Que não espera os segundos. Juntos, levam consigo a busca da hora seguinte. Talvez seja porque o relojoeiro não permite que eles percebam que por atrás e por baixo deles está a mão do relojoeiro que forjou as engrenagens que se entrelaçam dispostas a aceitar o desenrolar do aço retorcido e batizado de corda, que quando enrolada pelo dedo do relojoeiro dispara o “tic, tac” dando vida aos relógios. Ali parece ser o inicio dos segundos que então passam a perseguir os ponteiros do relógio mesmo sabendo que não poderá alcança-los. Fantástico esse ritmo do “tic, tac”! O relojoeiro deveria ter imaginado um ponteiro que não para porque lhes deu forças amarrando-os pelo pés. Ativando a corda que os envolve com as demais engrenagens. Imaginem as engrenagens. Elas giram quando a corda é encurtada pelos dedos do relojoeiro. Possuem dentes que se entrelaçam. Puxam umas as outras. Acho que foi ai que o relojoeiro inventou a primeira máquina chamada vida. Depois, criou o coração e o amor; e daí, deu vida e nasceu o homem...

Um abraço!

Lineu Mattos

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