Nestes tempos de pandemia, difícil evitar o assunto. Todos estamos de olhos grudados nas telas das TVs, ávidos pelas notícias sobre a evolução da doença. Um medo surdo tenta instalar-se em muitos de nós. Neste país tropical, cheio de sol, de natureza exuberante, mas sem saúde, sem governo, nos vemos exilados em nossas casas  -  de todos o menor dos males !

São muitas as histórias que vemos nas redes sociais. Muitos depoimentos de pessoas em outros países. E se antes ficamos estarrecidos com o que foi necessário fazer naqueles locais, agora vemos o vírus bater às nossas portas.

E como vamos nos comportar ?

Ao  refletir  sobre tantas tragédias que vimos assistindo nos últimos anos – tsunamis, furacões, terremotos, cidades inteiras sob as águas, ou ardendo sob o fogo ... -  pergunto-me sobre a seriedade desses tempos, sobre a responsabilidade humana que é posta à prova, sobre a razão espiritual dessa mais nova peste...

Pergunto-me se a soberba e o egoísmo humanos chegaram a tal ponto que somente algo drástico poderia nos por de joelhos, nos fazer parar e encarar nossos atos.

Não creio em castigo divino, mas em causa e efeito. Colhemos agora os resultados de tantos atos impensados, agressões ao planeta, falta de solidariedade com o próximo.

A civilização humana alcançou maravilhas tecnológicas, porém empobreceu seu espírito, esqueceu sua própria humanidade...

De quando em vez uma notícia me enche de orgulho ! Como o vizinho que se ofereceu para fazer compras para aqueles, mais idosos, que tivessem mais dificuldade de fazê-lo. Ou sobre os italianos que sem poderem sair de sua casas, cantam uns para os outros de suas sacadas para animar os que estão sozinhos...

Estender a mão ao outro não precisa do toque, porque devemos fazer isso de verdade, com a alma, com o coração ...

Ahhh ... ainda resta uma esperança !!

Ahhh... ainda resiste a humanidade no coração dos Homens !

Observo as notícias. Reflito. Alerto para que tenhamos calma e paciência.

Não podemos deixar de fazer o que for necessário.

E sem perder minha própria esperança, oro por dias melhores ...

 

                                            Waulena d'Oliveira

 

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