Muitas vezes as intenções são as melhores. Os propósitos. Os sonhos.

Por que às vezes perdem-se com o tempo, com o caminhar dos dias ?

Terá razão o dito popular de que “de boas intenções o inferno está cheio” ?...

Será que não foi suficiente o querer, o esforço ?  O  que  mais era preciso ?

Haverá resposta ?

Um dia os olhares se cruzaram, falaram um com o outro na língua da alma. Desde então sempre havia primavera, cheiravam à flor, aninhavam-se um no outro. Desde então percorriam juntos as trilhas da vida, buscavam-se, alimentavam-se de amor …

O passado tornara-se distante, esquecido, sem importância. Para aqueles olhos apenas o presente fazia sentido, porque o sentido da vida era estarem juntos.

Seus desejos eram a argamassa que selava um só destino. Não importavam os ventos, as tormentas. As intempéries da vida os desafiavam - e os tornavam mais fortes ! Aqueles olhares cruzados sabiam ser o esteio um do outro.

Mas então por quê ?!...

De repente a primavera  foi virando outono, esmaecendo, até  ser apenas inverno …

N’alguma encruzilhada tomaram caminhos diversos. As ruas ficaram vazias e solitárias. Nada mais os aquecia. Apenas seguiam - sós …

Haveria, algum dia, novo encontro ?...  Aqueles olhos, que antes sorriam, calaram-se. Eles não sabiam.

Eles apenas seguiam ...

                                                             Waulena d'Oliveira

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Belo e triste. Desencontros da vida. Parabéns pela inspiração, amiga!!

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