COLUNA DA MARIA LUIZA 94 – UMA HISTÓRIA INFANTIL PARA CHAMAR DE SUA

Quando eu era criança as camas de casais eram cama de casais. Não lembro de existirem tamanhos maiores. Mas a cama dos meus pais parecia ser enorme para a criança que fui.
Em noites mais frias eles, meus pais, permitiam que nós, eu e meus irmãos, ficássemos um pouco no meio do casal, antes de dormir. Era então que papai costumava contar repetidamente algumas poucas histórias que mantinha em seu repertório.
Tem uma que eu amava e pedia que ele repetisse várias vezes. Especialmente pela entonação que ela dava e suspense que ele criava. Era a famosa Ali Babá e os 40 ladrões. Certamente era a sua versão recontada oralmente por alguém de sua família ou sei lá por quem, que ele reproduzia com toda galhardia de que era capaz. Penso hoje que nós, a pequena plateia éramos o seu regozijo noturno.
Lamento que como adulta não tivesse tido tempo de perguntar a ele de onde tirara a versão da história. Mas a minha imaginação visual era maravilhosa. Quando ele falava que tinha muito tesouro dentro da tal caverna que se abria diante de uma chamado Único: Abre-te Sézamo (nossa ele falava isso de forma tão, tão teatral, que ainda consigo ouvir).... dando cores e brilho a tudo isso. Eu, então criava um cenário vivo até hoje na minha cabeça. Céus como era lindo!
Não preciso recontar a versão, pois sei que existem várias, mas afinal, a moral da história na versão Papai: o crime não compensa. Por que os ditos ladroes não resistiram a tentação e sucumbiram (na história) ficando trancados para sempre. É isso papai?
Será que o amor às letras e suas combinações nasceu por aí?
Pai, Gratidão pela eternidade!

By MLK
12/07/2019

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Que lindo texto. Interessante quando fui casado e os filhos novinho eu ninava numa rede me balançando e cantando cantigas de Ninar, a medida que cresciam, passavam a dormir entre eu e a mãe, sempre a cama tava um ou mais filhos, decorre que nas noites que ia fzer amor com minha esposa, ai eu trancava a porta por dentro, antes de finalzir o tchaco tchaco kkk tava lá um chorando no pe´da porta para entrar, e eu abria com muito ccarinho, depois que começaram a entender das coisas, que via a porta fechava já entendiam kkk. Acho que é por isso que são tão ligados a mim, outro dia num almoço com eles cada um relembrando de alguma canção que eu entoava para eles.

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