Mensageiro dos Ventos

Que ventos soprem e toquem em todos os mensageiros pendurados nas varandas, nas portas, nos cantos e recantos das casas. Que se traduzam em sons tão peculiares de cada um: pedra, bambu, concha, madeira, verde, branco, amarelo, fruta, bicho coisa qualquer.
Que o mensageiro traga consigo o belo da cor, a vida do bicho, o cheiro da flor, a magia do mar, o exótico também é bem-vindo, desde que venha com respeito. Que o mensageiro dos ventos pendurado na minha janela, faça com que eu sonhe com o mar, com a floresta, com o jardim, com a paz, a justiça e a liberdade.
Que ventos soprem, e tragam os mensageiros do vento, a voz de Deus me contando as novas verdades do mundo. Aliás, a música traz sempre consigo o sopro de Deus.
Que eu possa sentar na minha cadeira de balanço, que ainda não tenho, mas que vai existir quando eu estiver nos “enta” dos noventa, e ouvir o mensageiro dos ventos me dizer que valeu a pena. Que a terra está melhor. Que seus filhos não entupiram tudo de lixo, mas sim reciclaram e plantaram jardins. Que os filhos da terra tenham esquecido rapidinho o que era mesmo uma arma química, será que isso existiu?
Alguma vez um país comandado por homens que se achavam superiores aos mortais comuns, alimentavam guerras por ego e posse?
Houve algum dia loucos seres que em nome de um Deus se chamavam homens bombas?
A inveja da minha vizinha que comprou um sapato novo, reformou a casa, tem um marido “melhor” que o meu (sempre o que é dos outros é melhor), será que este sentimento já peregrinou na terra? E o que foi que ganhamos com isso?
Que os mensageiros me tragam boas notícias, que de tão sábia que estarei, saberei decifra-las. A televisão, este grande invento do século passado, também estará transformada em suave mensageira, pois divulgará a arte, a cultura, a poesia, e, afinal não restarão programas bizarros que exploram e incitam mentes vazias. Os homens que ficaram milionários da noite para o dia, com este tipo de atitudes, se deram conta que dinheiro não se come, não se veste, nem tampouco é remédio. Comida se planta na terra, e para isso é preciso respeita-la e não pagá-la. Remédio nem se precisa, se a gente come o alimento direito, respeita o planeta, e sintoniza com a natureza.
Ah, esqueci da Internet, este outro “invento” magnífico. Ela se tornou somente um mensageiro do bem. Afinal o ser humano não quer mais usá-la para o mal. Pedofilia? Até a palavra estará banida dos dicionários.
E aí tirarei sonecas na cadeira de balanço para acordar e olhar para os mensageiros do vento que terei colecionado durante a minha vida e ouvirei todas as músicas que quiser para lembrar dos amigos, dos amores, das construções e com certeza quero ouvir de um dos mensageiros: Valeu a pena!
Sonhando eu?? Que eu continue tendo a graça de sentir indignação perante as injustiças do mundo, mas sobretudo que eu permaneça eternamente com a graça de acreditar e sonhar.
Repaginada no tempo, by MLK
Outubro 2018

Exibições: 17

Responder esta

Editora Casa da Poesia

Chegou o Volume 8 da Antologia

 Volume 7 da Antologia!

                VOLUME 6 

    

PARCEIROS

ALB/SP

Nas Redes Sociais

                          CLIQUE AQUI

Fotos

  • Adicionar fotos
  • Exibir todos

Aniversários

Não há aniversários hoje

Acesso ao CHAT da Casa

              Clique Aqui!

Badge

Carregando...

© 2018   Criado por Casa da Poesia*.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

Offline

Vídeo ao vivo