Hoje peço licença para compartilhar uma historia sobre minha meninice, escrita pela querida professora Karla Witzke Porath. Sensível e belo testemunho da historia de uma escrita.
Gratidão KARLA!


Maria Luíza, a menina do “Topo Gigio”



Impossível enxergar Maria Luiza, para mim "Iza", sem imediatamente vir a mente essa lembrança da infância.
Ela era uma menina bonita, um pouco mais velha que eu, e veio morar na casa dos avós, numa chácara, próximo da nossa pequena cidade, para frequentar o Ginásio. O caminho até a escola era por estrada e ruas de terra.
Eu, ainda não ia à escola. Não havia acesso à educação infantil mas gostava de tudo que cheirava a escola (livros, cadernos, lápis de cor...) já estava no sangue a professora que me tornaria mais tarde.
Mas meu encantamento era ver quando a Maria Luíza passava, e muitas vezes dava uma paradinha na nossa casa para tomar um copo de água, pois o caminho da escola era longo.
Enquanto conversava um pouco, eu podia olhar seu material escolar, entre eles um lindo caderno de capa vermelha, pequeno, tipo brochura (não havia capa dura, nem caderno universitário) com a figura de um “Topo Gigio”, lembram?
Qualquer criança, à época, sonhava ter aquele boneco. Mas ter a figura dele num caderno já estava de bom tamanho. Na capa de trás haviam duas fotos pequenas do “Topo Gigio". Uma na parte de cima, na qual aparecia tocando violão. Ao lado desta foto estava grafado: “ – Cante com “Topo Gigio!” e estava escrita a canção “Meu limão, meu limoeiro”, com pauta para violão”. E a Maria Luiza, cantava pra mim, tanto que aprendi a cantar e gostar da canção.
Quando íamos passear na casa dos avós da Iza, era claro que eu tinha que xeretar o material dela, e ver aquele lindo caderno vermelho.Encantado.
Um dia, ela me deu um desses cadernos com o “Topo Giggio”, já usado, para brincar. Brinquei muito de aula com ele, sonhando com o dia de ir à escola.
A vida seguiu seu curso e poucas vezes nos encontramos, mas nunca perdemos totalmente o contato. Mas a lembrança da Maria Luiza com o caderno vermelho do “Topo Gigio” continua viva em mim.
Ela tornou-se escritora, poeta!
Eu abri meu coração contando-lhe tudo isso, num dia muito especial, num reencontro, mesmo que triste (nos despedimos da sua mãe neste dia)
Ela me pediu para escrever um pouco desta historia, que em sua memória havia se perdido.
Aqui está , Menina do Topo Gigio. Com carinho

KARLA WITZKE PORATH 2018

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Respostas a este tópico

Interessante, essa leitura remeteu-me ao passado. Não tão caloroso como o da Maria Luiza e da Karla. Aos 9 anos eu tinha um colega, rico, eu pobre, ele tinha televisão eu não, e ainda por cima morava em sítio que não havia energia elétrica. Ele adorava implicar comigo, me chamava de Topo Gigio. Eu nunca via esse bichinho, nem fazia ideia do que fosse, mas tinha certeza! Se é pra me provocar, bom só podia ser um bicho feio. Passando-se os anos, lendo essa história tão bela, fui em busca do Topo Gigio, e não é que sua imagem é bonitinha (rsrs). A semelhança certamente se deu porque ele é barrigudinho e eu era gordinha! Eis um pouco de minha história também. Parabéns pelas lindas imagens guardadas em formas de sentimentos, meninas.

Anexos

Que lindo! Quão significativos podemos ser para as pessoas, sem percebermos! Também tive ídolos na infância.
Belo relato!
Bela lembrança!
Beijinhos, Lu!

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